No começo da minha carreira de fotógrafo, eu era muito relutante em relação a fotografar casamentos. Era inseguro, achava que não me sairia bem, que as fotos não ficariam boas, entre tantos outros motivos. E achava que me dava melhor em fotos de produtos, books e retratos. Mas um acontecimento mudou tudo isso... A ligação Recebo uma ligação de um amigo e parceiro, dono de uma produtora de vídeo, também conhecido como Lucas Girard :) — Gabrielzão... me salva! Tenho um casamento no próximo fim de semana e provavelmente meu fotógrafo não vai poder vir de São Paulo pra cá. — Poxa, Lucas, você sabe, eu não fotografo casamento, ainda mais sozinho. Talvez eu não consiga te salvar. — Consegue sim! Faz as fotos tranquilo, sem compromisso, do jeito que você quiser... mas me salva! — Ok, vamos lá... eu te salvo. O casamento Dia 20/02/2010... Eu chego à casa da noiva para fazer o making of junto com a equipe de filmagem e a Monica, esposa do Lucas, que estava fazendo a produção do making of. Eu lembro disso como se fosse ontem. Logo no começo das fotos, escuto a noiva perguntar para a Monica: “Ué, cadê o fotógrafo de São Paulo?”. Eu me senti desafiado e pensei comigo: “Não, ela não vai precisar de um fotógrafo de São Paulo!”. Fotografei o making of, a cerimônia e o ensaio dos noivos. Mas não fotografei da forma como o Lucas me pediu: fotografei com compromisso, sim, mas comigo mesmo! Voltei para casa correndo para descarregar a câmera e ver logo o resultado. Depois de descarregar, classificar, fazer backup etc., vendo tudo mais calmamente, me deparei com esta foto. Pode não ser uma foto tão boa tecnicamente falando... mas foi uma foto em que eu consegui sentir a emoção; eu sorri vendo essa foto! E nesse dia eu descobri que não queria só continuar fotografando casamentos: eu queria continuar fotografando emoções e contando histórias bonitas com as minhas fotografias. E é isso que tenho feito até hoje! :) A foto a foto que me fez sorrir E se tenho feito isso até hoje, com muito carinho, respeito e cada vez mais desafiado por mim mesmo, é graças a três coisas: ao amigo e parceiro Lucas, a esta foto e a esta noiva... que, sem nem saber, me desafiou. Talvez, se não fosse por isso, aquele poderia ter sido o meu primeiro e último casamento.